quinta-feira, 19 de maio de 2011

Redução de Custos - Supermercados


Você sempre ouviu que despesas devem ser controladas. Isso é verdade, mas vale lembrar que alguns gastos são essenciais para o bom funcionamento da loja. Saibam quais são e pense bem antes de reduzi-los.






A pesquisa Internacional Business Report ouviu 150 empresários de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para saber qual caminho eles consideravam o mais curto para aumentar a rentabilidade do negócio. Com 23% das citações, redução de custos foi o ponto mais lembrado. O problema é que nem todos sabem com exatidão quais despesas podem ser enxugadas. E o erro mais comum é cortar funcionários indiscriminadamente. Quando as empresas decidem analisar planilhas de despesas, voltam os olhos para os campos com os maiores valores.

E os gastos com funcionários é um deles. “Os cortes corretos são aqueles que eliminam desperdícios”, defende o consultor de varejo Gustavo Ayala. Ele cita, como exemplos, os gastos com banners, faixas de preço, além de ilhas e pontas de gôndola. “O erro acontece quando o corte de custos é feito em detrimento do atendimento ao cliente. É o caso de empresas que decidem eliminar repositores, operadores de caixa, açougueiros e fatiadores de frios”, afirma. “Isso afugenta o consumidor.” É bem verdade que há momentos em que a dispensa de funcionários é inevitável. Mas antes de tomar essa decisão, Ayala sugere avaliar se os lucros gerados pelo setor cobrem os custos com os funcionários. “Se adiciono um açougueiro, espero que o resultado compense o investimento”, resume Ayala.

Para garantir um bom lucro é importante reduzir gastos. Porém, não é aconselhável adotar essa tática no RH, sem que antes seja feita uma boa avaliação, para se ter certeza de que os cortes em folha de pagamento são realmente necessários.
A principal dificuldade é identificar gastos que podem ser cortados e não acabar dando um tiro no pé. Diminuir a equipe pode acarretar em uma piora no atendimento. O ideal é calcular se o lucro de um certo departamento supera os gastos com um funcionário.

Exemplo:
Um bom exemplo é o da rede  mineira Rex, 17 lojas. A empresa precisava cortar custos, mas não quis mandar os empacotadores, um diferencial ainda muito valorizado hoje em dia, embora. A decisão de mantê-los foi fundamental para uma outra diminuição de custos: as sacolas plásticas. Orientados para oferecer caixas de papelão para o armazenamento das compras, os funcionários ajudaram a rede a diminuir em 13% as despesas com sacolas.

Outro exemplo é aproveitar os funcionários para ampliar a rentabilidade de algumas áreas, como o açougue. Isso pode ser feito a partir da oferta de cortes de carne para determinados pratos, como o estrogonofe. A prática tem dois benefícios: atende as necessidades da clientela e ainda pode ser vendida por um preço mais alto.



O QUE AVALIAR ANTES DE ELIMINAR UM CUSTO?
Cada despesa deve ser analisada individualmente. Um gasto aparentemente alto pode ser justificado pela estratégia da empresa. Custos devem ser eliminados apenas quando representam desperdício.
COMO IDENTIFICAR GASTOS EXCESSIVOS?
O ideal é colocar no orçamento os valores que a empresa pretende gastar durante o ano, a partir de uma base realista. Assim é possível perceber quando um setor gasta mais que o previsto para, a partir daí, entender as razões.
POR QUE É ARRISCADO REDUZIR A EQUIPE?
Quando o quadro de colaboradores não está inchado, a eliminação de pessoal pode prejudicar atendimento e prestação de serviços. Com o tempo, os clientes fi cam insatisfeitos e passam a comprar em outro lugar.
Com base em ações realizadas em algumas das principais redes varejistas do País, veja dicas que podem ajudá-lo a reduzir as despesas em vários departamentos da loja. Algumas ideias podem ser implementadas a baixo custo. Confira:

Água
1. Estações de tratamento de água podem reduzir gastos em até 30%. A ideia é reutilizar a água que iria para o esgoto e lavar pisos e sanitários. A medida só não é indicada para consumo e lavagem de alimentos
2. Para essas tarefas, que exigem água potável, é possível construir um poço artesiano se a sua região permitir. Nesse caso, deve-se contratar uma empresa para fazer o tratamento da água
3. Sistemas para reaproveitamento da água da chuva em sanitários e pisos também garantem economia
4. Redutores de vazão são dispositivos que diminuem a quantidade de água que sai das torneiras
5. Faça inspeção para identificar vazamentos e instrua a equipe a economizar água.

Energia
1. Verifique periodicamente a estrutura das luminárias. Elas podem estar danificadas e, consequentemente, iluminando pouco. A troca aumentará a capacidade de iluminação e reduzirá a necessidade de instalação de outras lâmpadas
2. Se puder, troque os reatores eletromecânicos por reatores eletrônicos, mais modernos. Enquanto nos primeiros o desperdício de energia fica em torno de 15%, nos eletrônicos chega a no máximo 5%
3. Pense na substituição do ar-condicionado comum por um sistema de termo-acumulação. O equipamento armazena energia elétrica durante o dia para produzir o frio nos horários em que a energia é mais cara
4. Trocar os motores e compressores antigos da câmara congelada é uma forma de reduzir a conta de energia elétrica
5. Ao substituir as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, é possível diminuir o consumo de energia em até 20% e mais ainda pelas lâmpadas de LED.

Insumos
1. Evite embalar com sacolas as mercadorias que serão entregues em domicílio. É possível acondicioná-las em caixas de plásticos, que retornam posteriormente à loja.
2. Que tal trocar os fornos a gás da padaria por fornos a lenha? Você pode utilizar as caixas de madeira de hortifrútis como combustível.

Tecnologia
1. Uma alternativa é substituir as impressoras matriciais pelas térmicas. O equipamento imprime o tíquete de compra quatro vezes mais rápido, mas sua maior vantagem é a redução do gastos com papel. Enquanto as matriciais exigem que cada terminal troque a bobina duas vezes por dia ou mais, as térmicas permitem troca, no mínimo, a cada dois dias
2. Implantar um software de gestão integrada pode melhorar a operação e reduzir custos de estoque. Um sistema que forneça, por exemplo, dados confiáveis sobre o giro do estoque, as margens adequadas e o momento certo de fazer os pedidos pode ser instalado com gastos apenas 20% ou 30% superiores aos necessários para obedecer às leis. O resultado é a diminuição nos níveis de estoque, ou seja, menos dinheiro parado.

Importância do estoque no custo da empresa?

Os supermercados vivem em constante busca pelo aumento do capital de giro a partir da redução do custo com a mercadoria parada no estoque. Para calcular o custo de estoque, primeiro é necessário saber quantos itens em média ficam estocados; qual o valor médio de aquisição deles e qual o custo de oportunidade de capital. A quantidade média de itens em estoque pode ser obtida a partir dos dados diários registrados em computadores. Caso não possua um sistema específico para controlar o estoque, o varejista pode utilizar a média entre o estoque antes e depois da reposição da mercadoria. O custo unitário de aquisição é facilmente obtido na nota fiscal, com os impostos incluídos. Já o custo de oportunidade de capital pode ser entendido como a taxa de juros que o varejista obteria caso aplicasse esse dinheiro num fundo de renda fixa, por exemplo. Mas não se pode esquecer que a ausência de estoque também tem um custo. Caso o varejista não tenha o produto disponível quando o consumidor o procurar, ele perderá a margem de contribuição unitária, que é a diferença entre o preço praticado e o valor pelo qual adquiriu o produto dos fornecedores. Além disso, corre o risco de deixar o consumidor insatisfeito e perdê-lo para a concorrência. Assim, é preciso entender que os estoques desempenham um papel importante e dimensioná-los de forma adequada pode significar um aumento em seus lucros.

 

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