terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Redução de Custos - Automação na Gestão de Estoques


 
A automação na gestão de estoques é uma operação vital para que indústrias, varejo, centros de distribuição e atacadistas consigam efetivamente atingir resultados positivos, tornando-se cada vez mais competitivos no mercado nacional e mundial. Presente no dia-a-dia das empresas, a gestão de estoques suscita importantes ganhos: eficiência, redução de falhas e custos, rapidez, confiabilidade e capacidade de rastreabilidade.
 
 
Além do uso de equipamentos e softwares (impressoras de barras, scanners, computadores e programas de controle), a gestão de estoques, em função do volume de dados e complexidade dos processos em face do modelo adotado, envolve uma série de procedimentos, em especial pelos estabelecimentos que operam no varejo, pois afeta dois aspectos cruciais do negócio: a disponibilidade do produto e o custo, que têm impacto direto no resultado ou rentabilidade.
 

O grande desafio é encontrar o equilíbrio entre essas variáveis: se o comerciante tenta assegurar a disponibilidade aumentando o estoque, produz impacto diretamente no custo relacionado à sua manutenção, como capital de giro e armazenamento. Por outro lado, se, para cortar os custos, os estoques são demasiadamente reduzidos, corre-se com isso o grande risco de não atender-se ao cliente. Riscos? Sim. Mas é imprescindível perceber os benefícios reais que todo este processo oferece para o mercado e para o consumidor.
 
 
A gestão de estoques pode ser subdividida em dois grupos de atividades: operacionais e estratégicas. No primeiro, a busca é pela eficiência dos controles relativos à movimentação de produtos: captura e registro de todas as movimentações físicas, recebimento, conferência, armazenagem, movimentação interna, expedição e passagem pelo ponto-de-venda. Para isto, é importante o código de barras associado à identificação padronizada, como é definido no Sistema EAN.UCC, que permite a automação do processo de captura das informações e torna viável o controle requerido nas grandes quantidades de itens normalmente movimentadas.
 

Para o relacionamento com os parceiros comerciais e os fornecedores, há a necessidade de comunicar as informações: pedido de compra, espelho de notas fiscais, aviso de entrega, e, neste caso, o uso de mensagens padronizadas EANCOM, utilizando o EDI (Electronic Data Interchange ou Intercâmbio Eletrônico de Dados), torna o processo muito mais fácil e eficiente. Com o bom controle operacional, consegue-se redução de custos e tempos de movimentação, bem como toda informação sobre a sua disponibilidade.
 
 
No item estratégico, os objetivos são os modelos de reposição baseados em informações mais avançadas, que visam compartilhar dados de vendas e estoques, para que a ação de reposição seja mais eficiente e ágil. A busca é por modelos de reposição baseados no compartilhamento de informações mais avançadas. Existem, para tanto, modelos tais como o VMI (Vendor Managed Inventory ou Estoque Gerenciado pelo Fornecedor) ou CPFR (Collaborative Planning Forecast and Replenishment), que visam, no primeiro caso, a compartilhar dados de vendas e estoque para que a ação da reposição seja mais eficiente e ágil e, no segundo, o plano de negócios, para que haja um gerenciamento das promoções e sazonalidades. É o gerenciamento da demanda na cadeia otimizando o estoque de todos os elos envolvidos.
 

A automação, sem dúvida, é uma ferramenta preciosa e necessária. Ela nos possibilita ter confiança total nas informações sobre os produtos já no ato do recebimento, entre "n" benefícios diretos advindos do bom controle de estoque. Dizer que a automação é um salto para a eficiência de forma alguma é um exagero. A cada dia, mais empresas e indústrias comprovaram seus benefícios: satisfação do cliente pela melhor disponibilidade de produtos; maior receita; produtos de melhor qualidade (mais frescos e apresentáveis); redução nas perdas por obsolescência ou produtos impróprios para consumo; otimização da mão-de-obra, com a automação que propicia menores taxas de erros nos processos de registro e controle das informações, bem como o melhor aproveitamento das áreas físicas.

Sugestão de Leitura:

Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada - 4ª Edição
 
 
 
Supply Chain Management, segundo o CLM (Council of Logistcs Management), engloba o planejamento e a gestão de todas as atividades envolvidas em identificar fornecedores, comprar, fabricar e gerenciar as atividades logísticas. Inclui também a coordenação e a colaboração entre os parceiros do canal, que podem ser fornecedores, intermediários, provedores de serviços e clientes.
Trata-se de uma ferramenta de administração orientada para a integração entre os principais processos de negócios que existem entre os elementos de uma cadeia logística, desde os consumidores finais até os fornecedores iniciais, em um modelo de negócio harmônico e de alto desempenho.
Novidades desta edição são dois novos capítulos. Um deles aborda uma forma de gestão denominada S&OP Planejamento de Vendas e Operações, que alinha planejamento de vendas, suprimentos e operações. O outro trata da inovação como uma estratégia logística na adição de valor aos processos de serviço ao cliente.

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